sábado, 22 de julho de 2017

Cartas: espaços de diálogos e de protagonismo. Edna Domenica Merola


O presente texto relata interferências didáticas ‒  elaboradas pela professora Edna Domenica Merola ‒ e aplicadas à produção de texto epistolar nas Oficinas de Criação Literária do Núcleo de Estudos da Terceira Idade. Para focar no aproveitamento das memórias pessoais para a criação de personagem prototípico, a docente criou estratégias como o Desenho do Relógio de Memórias e o Desenho do Átomo Social do protagonista. Conforme Buzan nos ensina: o desenho pode concretizar abstrações e ativar a memória, sendo "um mapa" útil para o trabalho acadêmico.
Na oficina de 16/3/2017, a professora Edna Domenica Merola solicitou que os participantes situassem, temporalmente, os seguintes fatos ocorridos em suas vidas: nascimento, entrada na escola; primeiro emprego; primeiro voto para presidente do Brasil; nascimento do primeiro filho; mudanças importantes como a chegada a Florianópolis ou o divórcio; a perda de entes queridos, a percepção do próprio amadurecimento e das mudanças tecnológicas. Os alunos receberam por tarefa alocar aqueles itens num relógio no qual 01 hora representava o nascimento e 12 horas a data da aula. Consequentemente, os demais itens deveriam ser escalonados em ordem crescente, conforme vividos, de fato. 
Em seguida, tiveram por tarefa escrever uma carta de apresentação dirigida à professora com a narração de seu Relógio de Memórias
Em sequência, a professora elaborou síntese dos dados constantes do Relógio de Memórias e das cartas de apresentação. Resultaram três personagens prototípicos que foram os emissores ou destinatários das cartas redigidas durante o primeiro semestre letivo de 2017. A professora e a maioria dos alunos frequentes optou por publicar as cartas ficcionais sob o título Memórias Compartilhadas.

O que é o Átomo Social?
O Átomo Social retrata o conjunto de papéis que uma pessoa desempenha num dado momento de sua existência, incluindo os complementares desses papéis.
Segue desenho do Átomo Social que inclui papéis sociais desempenhados pela protagonista e seus complementares:

Átomo social elaborado por Edna Domenica Merola em função do texto de Áurea Ávila Wolff.



REFERÊNCIAS

BUZAN, Tony. Mapas Mentais e sua Elaboração. São Paulo: Cultrix, 2005.

LODGE, David. A Arte da Ficção. Trad. Bras. Porto Alegre: L& PM Pocket, 2011.

MEROLA, Edna Domenica. Pedagogia do Psicodrama: a ação do grupo no desenvolvimento de papéis da pessoa idosa. Monografia de conclusão do Curso de Especialização em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa. Orientadora: Maria Celina da Silva Crema. UFSC, CCS, N.E.T.I., 2015, 46 f.
____________ De que são feitas as Histórias. Florianópolis: Postmix, 2014.

MORENO, J. L. Psicodrama. 2 ed, São Paulo: Cultrix. 1978.

___________ Psicoterapia de Grupo e Psicodrama. Trad. bras. São Paulo: Mestre Jou, 1974.

WOLFF, Áurea Ávila. Carta para Iracema. In MEROLA e outros. Memórias Compartilhadas. Pp 44 - 49. 

ADENDO
O conceito de átomo social é de Jacob Lévi Moreno: o criador do Psicodrama.
"O termo Psicodrama origina-se do grego, sendo drama correspondente a ‘ação’, e psique (psykh) significa: alma, pessoa, mente." (MORENO, 1978). A personalidade é um construto aberto e é pelo desempenho de papéis que se constrói o “Eu” e se revela a plasticidade da existência humana.
Moreno classifica os papéis em: psicossomáticos, psicodramáticos e sociais.
Os papéis psicossomáticos estão ligados ao desenvolvimento do psiquismo humano. São exemplos de papéis sociais: mãe, professora, amiga, esposa.
O papel psicodramático está ligado ao faz de conta. Seres tais como um Amigo Imaginário, Papai Noel e Menino Jesus são exemplos de complementares de papéis psicodramáticos.
Os papéis psicodramáticos podem ser semelhantes aos papéis sociais. Nas oficinas de março de 2017, a professora Edna ofereceu atividades personalizadas para cada participante. Coube à aluna  Áurea escrever uma carta na qual a emissora é uma personagem construída por meio de síntese dos relógios de memórias de alunos. A personagem ficcional Lucíola conta para a amiga Iracema como conheceu seu primeiro amor, em carta datada de 30/3/1959. 
Ficou curiosa (o) para ler o texto de Áurea Ávila Wolff? Então não perca o lançamento do livro Memórias Compartilhadas. 
Onde: na Assembleia Legislativa de SC
Quando: em 17/8/2017, às 19 horas.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Imagens & Memórias Compartilhadas. Edna Domenica Merola.

Autores de Memórias Compartilhadas.


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29/6/2017



John Lennon. Compacto da Edna.

Sonho de Mestra
Áurea Á. W.

Com estrelas nos sonhos de Edna
Uma galáxia queria formar
Com artigos de autores de estilos diversos
E com os trabalhos de aula, um livro montar.

Sonho lindo da mestra da Oficina de Criação Literária
Reunir tarefas escritas, dos alunos, num só livro
Revolvidas no relógio do tempo
Entre dúvidas, esperanças saudades e muitos sorrisos.

Assumindo da professora os devaneios
Com ela no cosmos voamos
E aterrissando no meio dos vivos
13/5/2017. Acervo Elizete Menezes.

O nosso livro encontramos

Edna, mestra, professora, amiga querida,
Apaixonada guerreira,
Enches nossas vidas de literários encantos
Nas aulas de quinta- feira

De cada colega uma história
Que alegremente escutamos
De Querubina para Edna.
E de simples alunos da Edna
Em estrelas sonhadoras nos tornamos
Deus te abençoe, Edna,
Por tua dedicação.
Foto de Elizete Menezes.
Elizete. Wanderley. Nídia.
Nós só podemos te dar
Nosso carinho e nossa gratidão.

O conto que eu canto. Wanderley  Costa.

Eu sempre pensei que escrever fosse coisa da razão. 
Fiquei torpo por muito tempo, e o tempo todo 
não me dei conta, que o conto que eu canto nasce da emoção. 
Hoje acho que escrever ganha força no vivido 
e cria vida nas penas do coração.

Florianópolis, 22/06/2017. Agradecimentos de Marlene Xavier Nobre. 

No ano de dois mil e dezesseis, no mês de agosto, depois de tantos convites feito pela minha filha Sabrina (quem me cuida bastante!), resolvi me inscrever na oficina de criação literária do NETI. E me identifiquei muito, pois o que mais gosto de fazer é escrever: meu maior vício.
Lembro-me tão bem do meu primeiro dia naquela sala de aula.
Sentia-me plena de alegria, parecia uma criança como nos meus sonhos me via.
Ah! Me realizei, cantei, dancei, escrevi lindos textos e poemas.
Fiz novas amizades, encontrei bons e grandes amigos que vou levar para a vida inteira. Jamais posso me esquecer do carinho e da atenção recebidos da nossa professora Edna Merola.
Naquele dia me recebeu na porta; me lembro tão bem como se fosse hoje das suas perguntas que pra mim foram muito importantes naquele nosso contato.
O NETI pra mim é um sonho realizado, pois junto com os meus amigos lançamos um livro de memórias compartilhadas. Ah, que maravilha!
A esta altura da minha vida, era só o que me preencheria. Plantei flores, colhi amores, pari, tive netos.
Enquanto na vida estiver, vou enfeitar todas as minhas manhãs de quintas-feiras. É lá que me entrego,viajo e voo, vejo pássaros, borboletas, muitas flores: rosas, margaridas e jasmins.
Quem sabe um dia me tornarei uma poetisa ou quem sabe uma grande escritora. O meu profundo agradecimento ao NETI, aos amigos, aos funcionários (em especial aquele jovem da recepção que nos acolhe tão bem).
A minha gratidão à nossa amável e amada professora Edna Merola.
Muito obrigada meu Deus
Marlene (noiva).
Pela minha saúde, minha ida ao NETI
Pela minha família, filhos, esposo e netos
É pra lá que sigo com passos firmes
Fortes, certos e certeiros
O NETI mudou a minha vida. Sinto paz, prazer e alegrias. O saber adquirimos com os dias e a nossa vida, mas o aprendizado nunca é demais.
Pois morremos e não sabemos tudo. 
Marlene (à direita).

Marlene (à esquerda).


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Sabrina e Marlene (à direita)


















Valda. 


13/5/2017. Valda e Elizete.






Além do livro. Valda V. de Andrade

O livro tem tantos desafios que escolhi contar uma história.
Os livros que eu admiro são aqueles com surpresas escondidas...
Detalhes que eu vou encontrar com o olhar mais atento, às vezes, depois de eu ter lido o mesmo livro várias vezes, e quando a narrativa já está na minha cabeça, e as palavras se juntam na minha imaginação.
A escrita de um livro é quando se desenha algo totalmente fantasioso, pode-se deixar a imaginação solta, quando existe algo inesperado que tira um sorriso ou faz sorrir com o coração.
Ao escrever minha história, a minha cabeça viaja em um turbilhão de referências, entro num mundo novo e longo. A ansiedade por decidir qual será o caminho a seguir.
Depois volto a perder o sono se não consigo chegar perto, quando decido continuar escrevendo minha história. Entre o real e o imaginário, entre o natural e o maravilhoso, entre o consciente e o inconsciente.
Quero deixar escrita a realidade guardada na minha memória: de que estou velha e quero transmitir aos meus filhos e aos meus netos as lembranças ‒ pequenos fatos que teceram a minha vida. Esse folclore que vou vivendo da moça com a velha. Que tem um coração que bate como a batida de um relógio, marcando as horas. E uma lembrança trabalhada pela memória olhando para a paisagem do tempo de vida.
Valda e Odemar.

Relógio de Memória
Que estranha potência, nossa!
Ai palavras, ai palavras...
Giram que nem o vento...
Marcam o tempo,
Marcam hora.
É tão rápida a existência!
Tudo se forma e transforma,
No relógio de memória.




Hélio. Final anos 50.

Auri e Hélio. 29/6/2017.










Prof.ª Edna,
Participar dos trabalhos de elaboração do livro Memórias Compartilhadas (aulas teóricas, psicodramas, exercícios direcionados, debates, pesquisas, etc.) está sendo, para mim, uma experiência nova e gratificante. Eu diria mesmo que está sendo uma experiência emocionante. Arrisco-me a dizer que lembra muito a criação de um filho, pois ao olhar o produto final é possível pensar  e afirmar frases do tipo: "isso é uma criação minha!" "Eu ajudei a criar isso!" E, sendo assim, é maravilhoso.
Aprendi algumas técnicas que envolvem a "criação", coisas que antes desconhecia. Também pude manter contato com os trabalhos criativos dos colegas e perceber que existem muitas pessoas capazes de se expressar de forma poética e inteligente através das letras. 
Obrigado por sua dedicação! Obrigado ao NETI-UFSC por esta oportunidade!
Hélio Cervelin.

Edna e família, 1955.



Um plano pedagógico é algo como crianças no colo dos pais: quase imóvel, seguro, de certa forma invulnerável, receptor de uma carga emotiva que ainda desconhece.
O plano de Memórias Compartilhadas teve esses braços amorosos que o sustentaram  ainda criança   à altura da pessoa madura. 
Edna. Florianópolis, 1961.

                                      Edna. 
 
Querubina e o filho. 1961. Florianópolis.
Florianópolis. 2017.


Os anos passam e os laços que se fortalecem, igualmente, nos fortalecem...






Aquele plano pedagógico do verão de 2017 também cresceu e amadureceu e construiu sua história... Resultou num livro que reúne professora e alunos das Oficinas de Criação Literária do Núcleo de Estudos da Terceira Idade ‒ NETI ‒ para comemorar seus trinta e cinco anos. Dedicado à centenária Auta Cristina de Freitas. A todos os predispostos ao encontro com diferentes percepções de vida. Aos leitores da palavra representativa dos idosos como projeto de toda sociedade que se declare justa. Ao idoso ‒ de hoje e de amanhã ‒ que tece, incansavelmente, o dia com o fio da luta pela dignidade, pela compaixão e pela prosperidade. Que sonha com a volta dum país governado pela ética, pelos princípios da igualdade social, pela noção de Estado democrático, pela preservação dos direitos dos trabalhadores. A Maria Genesia Ávila Corazza, a Augusto Servelin, a Diogo Menezes Spinoza, a Saul Alberto Mota Junior ‒ in memorian ‒ e a todos os nossos entes queridos.



Nídia. 29/6/2017.
Texto de Nídia Maria de Leon Nóbrega. (Memórias Compartilhadas, p 189-190)
Florianópolis, 25 de maio de 2017.
Edna,

Aqui um relato da aula de hoje.
Um curso de redação criativa é um desafio. Não importam os métodos e as incertezas individuais.
Produzir o primeiro texto que será lido e publicado num blog já significa vencer barreiras quase intransponíveis diante da autocrítica mais dura e o temor do juízo alheio tão presente como quando tínhamos quinze anos.
Pois somos todos viajantes de várias trilhas, de muitos pensares e pesares e, acima de tudo, com olhares diversos num universo amplo. Mas depois do começo a coisa anda. Perdemos os pruridos iniciais, disfarçamos nossos temores e mascaramos certa suficiência literária para não fazer feio.
Imagine então um livro. Uma oportunidade ímpar. Já parimos filhos, plantamos um monte de árvores e a obra coletiva vai coroar a meta de todo escrevinhador, seja ele quem for.
Cada um vivendo as emoções de estar num livro coletivo com seu nome como coautor. E isso exige esforço e serenidade para aprisionar um ego que, sempre tímido, se torna falante, exclusivista, vaidoso ou apenas um ego tentando ocupar seu espaço.
E aí começa o desespero da professora. Tentar explicar o processo de produção, edição e distribuição.
Qual o tamanho do texto? Qual o tema do texto? Qual o prazo de entrega? Como fazer? O quê fazer? Quantas linhas tenho de escrever? Quantos livros vou levar para casa? Tenho mais filhos do que exemplares. Quero mais exemplares! Como faço pra ter mais exemplares? E a capa? E quanto vai custar? Qual a quota de cada aluno participante? E quem não participou e quer comprar?
Aí as explicações se repetem e repetem e repetem... Até porque sempre tem um retardatário que não ouviu o início da conversa. O intervalo deixa de se intervalar. Nem água, nem lanche, nem xixi. Nem tudo o que a professora falou foi ouvido.
Nem adiantou ficar em casa fazendo planilha, ligando mil vezes pra editora, ligando para os alunos, furando com o salão de beleza da quarta-feira. Ou ignorar as rosas que abriram no jardim ou a chamada do marido para resolver impasses domésticos inadiáveis. É muita coisa para fazer um livro de produção coletiva.
E “coletivo” já diz tudo. Dentro da cabeça mais de dezessete pessoas querendo saber mais e apenas um cérebro para satisfazer tantas questões.
Aquela turma de garotas e garotos sexagenários ou nem tanto ou mais, parece um bando de crianças ensaiando sua primeira apresentação do jogral na primeira festa do ano na escola.
E o livro vai sair.
Depois de impresso ‒ com certeza ‒ todas as intermináveis perguntas serão esquecidas, assim como após o parto esquecemos como foi a gravidez. Do enjoo matinal, o peso de tonelada em cada joelho, cabelo seco e todas as coisas que só não existem nas revistas de moda serão totalmente apagados da sua memória.
A coletânea dos alunos das Oficinas de Criação Literária do NETI será como aquele bebê que abraçamos embevecidas e totalmente descompostas após todo o processo de prenhez.
Deu trabalho e está maravilhoso.
Um beijo e obrigada pela paciência quase de Jó (o da Bíblia) para enfrentar conosco essa juvenil experiência de todos nós...

Nídia.

Relato de experiência. Fátima Mota Zampieri

As oficinas que geraram a produção de “memórias compartilhadas” foram muito bem conduzidas pela Psicóloga Edna. Foram fundamentais para trabalhar a questão cognitiva, para problematizar e resgatar momentos importantes de nossas vidas que estavam dentro de baús em nossas memórias.  Propiciaram revisitar tais momentos e re significá-los, refletir sobre eles e fazer planos para o futuro. Elas oportunizaram, principalmente, conhecer diferentes pessoas e suas realidades, cada uma delas com suas peculiaridades e com seu jeito de ser. As narrativas dos participantes contribuíram para que todos se fortalecessem como pessoas e se realizassem. As dinâmicas corporais e do espelho favoreceram que cada um se olhasse por meio do outro.  As oficinas apontaram também a importância de desenvolver atividades grupais, de se atualizar, de rever as diferentes trajetórias, contextualizando-as e conectando-as aos fatos sociais, culturais, econômicos e políticos que representam as diferentes épocas. Ajudaram a compreender como viver a terceira idade e a importância de aproveitar cada dia com saúde mental e física. Permitiram desvelar ansiedades, sentimentos, limitações e superações.
Os encontros realizados mostraram que cada um tem a sua singularidade, tem potenciais que precisam ser reconhecidos e valorizados e que suas produções e vivências, quando compartilhadas, contribuem para o crescimento pessoal e, sobretudo, para o crescimento do outro.
O estímulo ao uso da tecnologia propiciou a inserção dos participantes em redes de comunicação e no meio social.
A produção de textos em um curto espaço de tempo aponta que as dinâmicas utilizadas estimularam a criatividade e o protagonismo dos participantes; denota organização por parte da professora, que merece os parabéns, e um grande empenho de todos os envolvidos.
Gostei muito de participar de todo este processo. Aprendi e cresci com cada relato e narrativa. Aprendi a respeitar ainda mais as pessoas e seus sentimentos.

Acredito que devemos aproveitar todos os momentos para ajudarem a refletir sobre nossas ações e decisões; rever condutas e, se necessário, transformá-las com vistas ao desenvolvimento pessoal e grupal.
Fátima.

Maria de Fátima.


Elizete Menezes. 1971.
Elizete


Florianópolis, 29 de junho de 2017.

Professora Edna, 

Obrigada por se dedicar ao seu trabalho com esmero e entusiasmo.Você fez nós nos sentirmos especiais e capazes de alcançar nossos sonhos...

Grata, Elizete.
                                       
          


Edna. Rio de Janeiro. 1983.

Edna. São Paulo. 1978.












Laércio Duarte. São Paulo. 1986.

Edna. São Paulo. 1978.




Mara. Década de 80.

Querubina. Florianópolis. 
Mara. Década de 80.
Edna. 1984.
Hélio Cervelin. 1990.

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Hélio Cervelin. APCEF - Jurerê. 1985.




Laércio Duarte. 1990.

Hélio 2014.






Nenhum texto alternativo automático disponível.
Edna. 2014.
Edna. 2000.



Lucila. Florianópolis, 2017.
Lucila
Lucila. Gramado.
Pois é! O que dizer quando nasce um filho? É só emoção, alegria vitória. É assim que estou me sentindo: emocionada com a publicação de Memórias Compartilhadas com colegas e a professora Edna. Esse livro traz histórias emocionantes e eu estou participando com a minha. Estou feliz e realizada com a primeira participação em um livro. Agradeço a Deus por mais essa conquista. (Lucila).
Lucila.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Oficinas de Criação Literária N.E.T.I./UFSC. Edna Domenica Merola

Créditos foto Edna D. Merola
As Oficinas de Criação Literária destinam-se à canalização do potencial criativo do participante em prol do aprimoramento de sua expressão escrita, no estudo e prática das técnicas de redação. Realizam-se no NETI – Núcleo de Estudos da Terceira Idade – Campus Universitário da UFSC– Trindade – SC – Brasil. Quintas-feiras das 10 às 12 horas. Informações na secretaria do NETI. 


Turma do primeiro semestre de 2017


1- Para quem o curso se destina?
O curso é ideal para pessoa maior de 50 que decidiu: aprender técnicas para escrever sobre os assuntos de que gosta; praticar a escrita criativa com constância; participar efetivamente de um grupo de pessoas com metas semelhantes às suas em relação ao estudo e à vida. 
2-Quais são as atividades desenvolvidas?
Durante o curso o aluno irá 'jogar'/brincar durante as dinâmicas; irá ler; irá escrever; irá expor seus trabalhos. Essas atividades poderão melhorar a autoestima e a sociabilidade; estimular as funções cognitivas; manter suas habilidades para interagir socialmente.
3- Quais são os quesitos esperados para a participação?
Ter cursado no mínimo o Ensino Médio Completo, gostar de ler e de escrever, saber enviar e responder e-mails; ter acesso a dicionário editado após a reforma ortográfica (2009).
Ter acesso ao Word e saber usar os comandos: ‘revisão' e ‘ortografia e gramática’ para proceder à revisão de seus próprios textos. 
4- Qual a finalidade do blog do curso?
Durante o semestre letivo, o curso conta com o blog NETIAMIGO cuja finalidade é registrar as aulas dadas e trabalhos dos alunos que forem produzidos a partir das aulas. Os alunos frequentes terão suas páginas expostas apenas na vigência do semestre letivo, retornando se e quando o aluno voltar a frequentar novo semestre.   Os trabalhos deverão ser diagramados em layout A4; Times New Roman e tamanho 14; espaço simples; sem recuo de parágrafo. Os textos diagramados deverão ser entregues para  a professora por meio digital.
5 - Quais os avisos necessários para quem quer se inscrever?
‒ Adota-se passar tarefas para casa. Essas nunca são repetitivas ou desnecessárias.
‒ Não se trata de aula de Português, nem de psicoterapia, mas poderá contribuir para melhorar a escrita e o humor.
‒ Trata-se de aulas sobre Literatura e técnicas de Produção de Textos nas quais a Professora Edna Domenica Merola utiliza construtos da teoria moreniana de papéis e estratégias didáticas variadas (relógio de memórias,  átomo social, jogos de imaginação dirigida, jogos de dança espontânea) como aquecimento para a escrita.
6- Quais são seus fundamentos e metas?
As oficinas têm por fundamentos o Psicodrama aplicado ao ensino-aprendizagem de maiores de 50 anos. O projeto tem por metas exercitar habilidades cognitivas e favorecer interações sociais.
7- Qual é o seu mote?  
O curso ‒ formatado em oficinas ‒ é de maior complexidade do que uma proposta de oficinas independentes entre si. O grau de compromisso do aluno com o processo de aprendizagem é maior do que apenas ouvir as exposições da professora. Portanto, complexidade e compromisso garantem o aproveitamento do tempo que professora e alunos dedicam nesse convívio que tem por pano de fundo o processo ensino-aprendizagem.

Objetivos
– Treinar os papéis de narrador (2017.1) e de ‘eu lírico’ (2017.2);
– desenvolver o papel social de escritor por meio de sua complementação com o papel de leitor;
– facilitar as habilidades de interagir socialmente e de criar vínculos;
– treinar o papel de leitor/performer;
 incentivar o treino da digitação;
 incentivar a revisão textual ou o uso do corretor do Word, do dicionário e da gramática.

Metodologia
As ações pedagógicas realizadas para favorecer o desempenho cognitivo, sócio-afetivo e sócio-existencial recorrem a estratégias criadas para que o participante treine a habilidade de estabelecer vínculos, estreite a relação com a própria interioridade, e conheça dados culturais novos.
O papel de escritor (a) é apreendido pelo treino dos papéis de narrador (a) e de ‘eu lírico’.
O desenvolvimento do papel de narrador é treinado pelas atividades de criação de cartas, contos, fábulas; reescrita de mitos; e leitura de cartas, contos e crônicas.
O desenvolvimento do papel de ‘eu lírico’ é delineado por atividades que incluem a criação de imagens e da sua expressão pela linguagem metafórica e pelo uso da rima, da métrica e do ritmo.

Resultados
A vivência grupal possibilita que a maturidade possa ser experimentada como uma etapa de vida compactuada de forma vivaz. Cada participante desenvolve o papel de escritor (a) conforme suas aptidões, capacidades e motivações. Os participantes têm oportunidades de divulgar suas produções realizadas a partir das oficinas. A predisposição do (a) aluno (a) para digitar seus textos enriquece sua participação, reforçando o hábito da escrita, e da divulgação de seus textos para serem apreciados e comentados. A predisposição para acessar dicionários, gramáticas, tábua de verbos, corretor do "Word" e demais recursos digitais faculta a aprendizagem da reescrita (revisão dos textos).

Histórico
O curso Oficinas de Criação Literária do N.E.T.I. teve início em março de 2013. Até junho de 2017, foram ministradas aulas para nove diferentes turmas de alunos, cuja escolaridade alternou entre o ensino médio e o superior. Os cursos ocorreram em sala confortável que conta com tecnologia adequada. Os alunos foram instigados a produzir textos originais. Os grupos foram geralmente heterogêneos, abarcando experiências de várias épocas de vida e de pessoas oriundas de: Florianópolis e demais cidades, principalmente da Região Sul do Brasil.
Em decorrência das oficinas, a professora produziu textos didáticos (vide Sínteses Semestrais) com objetivo de explicar elementos da produção escrita dos diferentes tipos de textos e de informar sobre a revisão e a formatação de textos. Os textos sobre a metodologia construída e seus fundamentos na teoria de papéis (MORENO, 1974) constam das publicações de MEROLA (2014, 2015 e 2016).
Nas oficinas do primeiro semestre de 2017 alunos e professora escreveram o livro Memória Compartilhadas que será lançado na primeira semana de agosto.


Sínteses semestrais


2015.2 ‒ Gênero Epistolar (cartas).

2015.1 ‒ Textos para Teatro

2014.2 ‒ Poesia e Audição de Música Popular.

2014.1 ‒ Textos Narrativos

2013.2 ‒ Textos Poéticos.

Fontes:

BUZAN, Tony. Mapas Mentais e sua Elaboração. São Paulo: Cultrix, 2005.

LODGE, David. A Arte da Ficção. Trad. Bras. Porto Alegre: L& PM Pocket, 2011.

MEROLA, Edna Domenica. Pedagogia do Psicodrama: a ação do grupo no desenvolvimento de papéis da pessoa idosa. Monografia de conclusão do Curso de Especialização em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa. Orientadora: Maria Celina da Silva Crema. UFSC, CCS, N.E.T.I., 2015, 46 f.
____________ De que são feitas as Histórias. Florianópolis: Postmix, 2014.
____________ Cartas em Posfácio. In Diálogos da Maturidade. Postmix, 2016.

MORENO, J.L. Psicodrama. 2 ed, São Paulo: Cultrix, 1978.
___________ Psicoterapia de Grupo e Psicodrama. Trad. bras. São Paulo: Mestre Jou, 1974.

SCHIER, J. ; ALVAREZ, Â. M.; VAHL, E.; GONÇALVES, L. H. T. – 30 Anos NETI: o percurso de um modelo de educação permanente em Gerontologia. Extensio (Florianópolis), v. 10, p. 02-02, 2013.

SENE COSTA, E. Gerontodrama: a velhice em cena. (Estudos clínicos e psicodramáticos sobre o envelhecimento e a terceira idade.). São Paulo: Ágora. 1998.

ADENDO I - Planejamento, confecção e reescrita: fases da produção de um texto.

A escrita é um ato solitário. Na maturidade, é importante exercê-lo para ficarmos bem conosco e aprimorar a autoestima.
A escrita é uma forma de produzir conhecimento que pressupõe interação e encontro. Possui três fases: o planejamento, a confecção e a reescrita.
Segundo Antunes (2003), o planejamento pressupõe: delimitação do tema; eleição de objetivos; escolha do gênero; estabelecimento de critérios para ordenar as ideias; definir quem será o leitor e adequar a forma linguística.
Adultos escolarizados são capazes de cumprir a fase de planejamento do texto isoladamente, já que detêm autonomia. A exposição à interferência de oficinas pode tornar o processo mais gratificante. “Uma oficina tem por foco a reflexão sobre a própria prática educativa do participante, o que pressupõe que ele esteja desempenhando o papel em pauta e se disponha a realizar as propostas apresentadas pela ministrante e compartilhar com colegas os seus resultados.” (MEROLA, 2015, f 36).
Para Antunes (2003), a fase de confecção da produção textual implica na escolha das palavras e das estruturas das frases em conformidade com a situação de comunicação e com a garantia do sentido, da coerência e da relevância. A oficina de criação literária “é o espaço onde são oferecidas atividades práticas de criação pela palavra escrita, proporcionando novos conhecimentos e vivências.” (MEROLA, 2014, p 49).
Para Antunes (2003), na fase de reescrita (revisão), procede-se à análise do que foi escrito para decidir o que irá permanecer, o que será eliminado e o que será reformulado. Corrige-se a concatenação entre as partes (períodos, parágrafos, blocos de parágrafos), assim como os aspectos sintáticos, semânticos, pontuação, ortografia.
Na prática do aluno, o exercício de reescrita implica em reler o que escreveu, em pesquisar as dúvidas e em adequar o texto às normas linguísticas. A reescrita vale como exercício cognitivo e aprimora a capacidade de comunicar. 
Existencialmente, a fase de reescrita é revigorante, é pausa, é descanso, é o tempo de curtir o texto para melhorá-lo, para elaborar as ideias comunicadas, para refletir sobre os sentimentos expressos.
Nas Oficinas de Criação Literária, a análise linguística não é sistematizada em sala de aula. Minha meta como professora é que cada aluna retome o estudo da língua portuguesa do ponto que tiver necessidade e que passe a ler o suficiente para desenvolver a sua escrita. Outrossim, o Ensino Médio completo é pré- requisito para a inscrição e para os que não detêm tal grau de estudos, há cursos supletivos, no próprio NETI. As orientações dadas pela professora em relação à análise linguística ocorrem por meios digitais. Portanto, a responsabilidade pela reescrita dos textos produzidos nas oficinas incidirá sobre a própria aluna. 


REFERÊNCIAS

ANTUNES, Irandé. O trabalho com a escrita. In: Aula de Português – encontro e interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003, p. 26- 27.

MEROLA, Edna Domenica. De que são feitas as histórias. Florianópolis: Postmix, 2014, p. 49.
____________________ Pedagogia do Psicodrama: a ação do grupo no desenvolvimento de papéis da pessoa idosa. Monografia do Curso de Especialização em Atenção à pessoa Idosa, CCS/UFSC, 2015, f 36.


ADENDO II - revisar e avaliar, reescrever, digitar, comentar.
 MEROLA, E. D. Reescrita: o uso da norma culta. Maio de 2013. Disponível em
http://aquecendoaescrita.blogspot.com.br/2013/05/reescrita-de-texto-de-propria-autoria.html
 MEROLA, E. D. Comentar e apreciar literatura. Setembro de 2013. Disponível em
MEROLA, E. D. Recursos Digitais na Escrita:processo e produto. 05 de maio de 2014. Disponível em http://netiativo.blogspot.com.br/2014/05/recursos-digitais-na-escrita-processo-e.html
MEROLA, E. D. Produção Textual na Escola. Novembro de 2016. Disponível em


ADENDO III - Sobre a escrita criativa. MEROLA, E. D. - 


ADENDO IV - Sobre textos literários
ADENDO V - Sobre os livros de autoria da Professora da Oficina de Criação Literária do N.E.T.I.

ADENDO VI - Sobre a Pessoa Idosa
MEROLA, E.D. O Estatuto do Idoso e a Saúde. Disponível em
___________ Lições sobre cuidar e ser cuidado. Disponível em
___________ Atividade física e o Idoso. Disponível em
http://redeidosos.blogspot.com.br/2015/01/atividade-fisica-e-o-idoso-um-exercicio_30.html

ADENDO VII - Para quem deseja compartilhar seus escritos 

Quem quer presentear a família e os amigos com seus textos escritos a partir das oficinas pode aprender a fazê-lo por meios próprios. Digite seus textos em sua casa e leve para uma loja de xerox imprimir em formato de livreto (A5). Guarde a matriz impressa para usá-la nas datas em que irá fazer cópias para presentear. Enquanto isso, aprenda a fazer a encadernação artesanal. Consulte instruções disponíveis na Internet, como, por exemplo, o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=uS0EKtTcXQ8
Para aqueles que persistem com o desejo de serem autores independentes compartilho alguns passos para publicar um livro impresso:
1- Selecione dentre seus escritos ou projetos de escrita um título com mais ou menos 110 páginas;
2-Defina quantos exemplares você quer publicar;
3-Procure gráficas e peça orçamentos, por exemplo, para os itens: 
‒ Livro com capa colorida (costurada) e miolo em branco e preto com 112 páginas, tamanho A5; impressão 1x1; papel Offset 75 g/m2; capa couchê 250 g/m2 laminada brilho, acabamento brochura;
‒ Ficha catalográfica feita por uma bibliotecária;
‒ Inscrição do livro no ISBN. 
4- Passe a compor sua ‘poupança’ para a publicação. Faça de conta que o valor de cada exemplar é uma “ação” bancária e vá compondo sua “carteira”, conforme puder. Ex.: se o seu livro irá custar "x" por exemplar, você terá de estabelecer quantos múltiplos de "x" poderia reservar mensalmente para tal finalidade. Se o prazo parecer longo demais, opte pela publicação por editora digital (que costuma ser sem custos para autores).
5- Acostume-se a digitar seus textos no Word com padrões comuns de diagramação de livro: layout A5, time news Roman, tamanho 11 ou 12, espaço simples e justificado. Saber digitar e diagramar um livro é importante para uma escritora, pois uma gráfica considera isso à parte no orçamento, assim como a criação da capa. As editoras digitais oferecem capas comuns, mas você precisará ser capaz de diagramar e de postar seu livro sob os parâmetros dados por elas.
6- Aprenda a fazer capa no seu computador. A capa em A5 (tamanho comum de livro) deve ter 1748 pixels de largura por 2480 pixels de altura. O formato é em JPG. O peso não deve ultrapassar 2MB.
7- Aprimore sua escrita: use o corretor ortográfico do Word, consulte o dicionário, estude gramática.

‒ Links para consultas sobre o significado da palavra, a ortografia, o número de sílabas, a sílaba tônica.

‒ Links para estudos que envolvem a reescrita
Ortografia.

Pontuação

Concordância

Conjugação Verbal

Colocação Pronominal