terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Textos de Marlene Xavier Nobre: autora do livro A Meus Queridos Netos.



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Crédito foto Marlene Nobre
Crédito foto Marlene Nobre







Marlene Xavier Nobre é autora do livro A Meus Queridos Netos  e do blog http://nobresenobres.blogspot.com.br/ 


Dia

Mesmo carrancudo o dia é lindo
O sol está escondido
Os pássaros sorrindo
Ė mais uma nova semana que espera
Uma segunda-feira que chega. Renasce

Sorriso no rosto, mochila no ombro.
É a vida que segue!
Chaleira no fogo,
e é tudo de novo.
Cachorro latindo, gato miando.
A chuva caindo, criança chorando.

No jardim flores desabrochando
Macaco olhando, o mundo girando.
Menino brincando, bola rolando.
O galo cantando, galinha ciscando.
Ė tudo tão lindo, tudo é vida.
Os humanos correndo, sem tempo.
Lá fora o trabalho espera
A vida tem pressa
Igual cavalo veloz, não para
Ainda há muita cobrança de quem lhe espera.
Da a cobiça, estou fora

A vida é uma roda que gira!
Que não seja a gigante (brincadeira pra criança!)
A vida não é moça virgem, mas é séria.
15/01/2018

De Corpo e Alma 

Hoje pela manhã, resolvi dar uma caminhada.  Entrei numa academia 
Fiquei observando cada jovem que ali estava 
(lá fora muita chuva!)
Na esteira, refletia e via: lindos corpos 
Sarados, bem malhados, alguns definidos
Rostos bonitos, sorrisos aberto. 
Perguntei-me: “Será que eles sabem orar?”
Pois corpo e alma caminham juntos... 
E sem hesitar, logo pensei: 
– O corpo precisa de pão, a alma de oração
Aí sentei num lugar sem ninguém me notar.
Nesse instante começava uma briga interna comigo 
Será que eles estão certos em se exceder com tanta malhação? 
Mesmo sabendo que tudo tem uma razão  estão cuidando do bem mais precioso: a saúde.
Ainda fiquei a me questionar será preciso tanto esforço pendurado nestes ferros e com tantos pesos 
Ou precisamos mesmo de mais orações? 
Para enfrentar  o suor no rosto com tanto  cansaço do trabalho.
O corpo precisa ser cuidado, é perecível, 
Frágil um dia acaba, a alma é eterna 
Ou será precisamos contrabalançar
Os nossos desejos desenfreados? (que são tantos!).
E quando caímos de boca nas tentações, nas comilanças,
pois ela é a porta de entrada e saída. Há essa boca nervosa 
Não espera.
Precisamos traçar metas e certas 
Mas tudo em exagero, não combina 
E a vaidade onde fica? Ou não fica?!
Precisamos mesmo é saber a dosagem, discernir o que queremos para a nossa vida,
pois cada um tem a sua e é responsável pelos seus atos imprudentes. 
Mas o fato é que possamos nos  enxergar no espelho que reflete a alma 
Precisamos ser mais persistentes seja onde for ou com quem for
(nem que seja só).
Cuidar melhor da saúde e da atitude 
Que é mais importante.
Cuidar da nossa alimentação sem passar do ponto
(temos estômago) 
O mais importante é não esquecer de fazer orações 
(nem que seja a noite )...

Pois corpo e alma caminham juntos.


05/01/2018

Na Correria 

Na  correria  do  dia 
Não fechei a janela 
Esqueci a porta aberta 
Não encontrei as chaves 
Deixei o carro morrer no asfalto 
Não cumprimentei a vizinha chata.
Não guardei a mangueira 
Deixei a torneira a pingar. Cada gota uma grana.

Na correria, dei de cara com quem nem imaginava.
Não olhei aquela menina atravessando a rua.
Não falei com o cego que estava na esquina
E me pedia ajuda estendia as mãos.
Perdi o horário da missa.

Na correria, fiz  tudo o que não devia (ou não queria)
Pois não me ouvia!
Na correria, desci a ribanceira de pernas abertas na maior chacota.
Não me via,  tudo fazia, nem olhava o dia 
Sempre corria e nada fazia.
Nem a minha alegria que sorria
só corria e não me entendia
mesmo sabendo que o apressado não vive pois não se enxerga e que precisa mesmo é ter cautela e precauções.Vide bula!
Aprendi que correria mesmo deixa para a vida

pois essa tem pressas, mas que não se estressa.

04/01/2018. A madrugada e o amor 

A madrugada é boemia,  tem lua cheia 
Malícias de corpos sedentos 
Uma mistura de carícias explosão fatal 
Na rua namorados se beijam muita fantasia ilusão muita tensão pode ser tesão amor no coração.
Camas desfeitas lençóis no chão  
Uma grande transformação borboletas e flores enfeitando o chão neste espaço aceso abajur azuis espelhos aos quatro cantos do quarto.
Banheira de espumas pétalas de rosas água  de cheiro exalando pura emoção muita tentação pressão calor tudo tem sabor há muito amor.
Depois de alguns momentos muito relaxamento um êxtase profundo nos envolve a alma que se acalma 
Ao amanhecer  corpos cansados acordados ao som de bandolins 
Ou de pássaros que entoam com seus cantos ou como se fossem anjos 
Entre sonhos fantasias e amor 
Numa noite que vivemos como um casal  de lobos. Um sonho realizado 

Uma grande transformação borboletas e flores enfeitando o chão muita confusão de mãos.

O texto "Uma Grande Viagem" é ficcional. Foi escrito após a leitura de POE, Edgar Allan. O Homem da Multidão.

05/12/2017. Uma grande viagem. Marlene Xavier Nobre 

Numa tarde sombria e fria, me sentia um pouco vazia. Uma apatia me invadia. Estava cansada. Na maior agonia, assim me via. Após tomar um banho, saí para aliviar minhas dores. Fui passear em São José (SC).
Depois de alguns meses corroída, quase enlouquecida, precisava tomar um ar. Caminhava calmamente e observava cada ser que ao meu lado passava.
Resolvi entrar num bar, pensei em pedir algo para me esquentar (que não fosse aguardente!). Escolhi um licor. Estava consciente de que iria para algum lugar e conheceria todo aquele local.
Ali mesmo, pedi informação para o garçom. Queria saber um pouco mais daquela cidade. Foi quando me deparei com um jardim pequeno, mas bem cuidado.
Paguei a conta, agradeci pelo atendimento. Atravessei a rua e me sentei no banco do jardim em frente a uma igreja. Ali fiquei a observar (sem desdém).
Minha mente, naquele momento, fazia uma grande viagem. Não era sonho, nem ficção, era fato, era real que estava à frente dos meus olhos que por muitas vezes ficaram esbugalhados de tão assustados com o que via:
– Pessoas de todos os gostos e rostos.
Quantos seres ainda vivem na maior correria! Num sufoco do dia a dia.
Não fiz com mau propósito, mas não deixei ninguém escapar do meu olhar.
Sentia-me como uma caçadora de borboletas, procurando gente. Em cada pessoa via uma história. Vi gente de toda a espécie, de gostos e estilos diversos.
Altos, magros, gordos, rostos marcados pelo tempo e maltrato; jovens, idosos; gente bonita, elegante, bem vestidas, mal vestidas, maltrapilhos; apressados.
Era uma mistura de gente, e de tudo. Sentia uma fissura de olhar cada pessoa bem vestida ou maltrapilha.
Vi muita encenação e uma mistura de obsessão; pessoas divertidas, contidas, felizes ou tristes. Todas ali tinham um destino certo: iam para algum local definido.
Gente cansada, suada, pedintes, doentes, carentes, na correria do dia.
No meio da multidão, muita gente decente no meio de muita confusão.
Muitas eram assustadoras. Cada uma com a sua maneira de viver.
Todas me encheram os olhos que ficaram arregalados.
Ali fiquei por muitas horas. Algumas vezes cheguei a me compadecer com algumas delas. Tão marcadas pelo destino, muitos olhares perdidos, muitos desencontros e desencontrados. Sentia que faltava em algumas pessoas mais sorrisos, encantamentos, alegrias e cores. Nos rostos, olhares sem direção. Muita confusão, indecisão. Corações sangrando.
Vi uma senhora entrando na igreja, com um rosário nas mãos. Talvez fosse a salvação, no meio de tantos sofrimentos. Naquele momento me recolhi e vi que estava realmente de frente com a realidade nua e crua.
Em seguida, passou um jovem alto, magro de olhos claros, de jaqueta de couro de cor preta e que me chamou a atenção. No meio de tanta gente, me sentia mais uma à procura de algo.
Foi quando deu um estalo na minha cabeça e conversei comigo mesma.
– Sabe? Gostei desse jovem. Formatei um encontro um tanto louco. E imaginei que ele seria um par perfeito para a filha da minha vizinha que passava por sérios problemas depressivos. E ainda no meio da multidão, tomei uma decisão mental: fiz o casamento do jovem que acabava de encontrar e que só de olhá-lo parecia que estava vendo o seu mundo íntimo.
Meses depois, contou-me a mãe, a filha iria casar com alguém que se apaixonara à primeira vista. Os noivos levariam o convite na minha casa, naquela mesma noite. Quando anoiteceu, tocaram a campainha. Ao abrir a porta vi o jovem casal: ela que eu conhecia desde o nascimento e um jovem alto, magro de olhos claros, de jaqueta de couro de cor preta. O mesmo que me chamara a atenção, na multidão, meses antes.


Reflexão de Réveillon

Quero sentir a sutileza, a leveza,
A mais pura das verdades, pois a vida
Assim me espera
Quero vomitar todos os sapos que me incomodam e que se alojaram no meu estômago
que não é lago e nem lagoa,
Muito menos cachoeira.
Quero sentir borboletas borbulharem na minha garganta
Como brisa, o aroma da flor é todo amor
Uma mistura pura do gostoso prazer,
Uma doce harmonia, a mais perfeita sintonia da inocência da criança
Que tira as pétalas da rosa e que brinca de bem me quer como um anjo
Invés de sapos quero dar lugar às borboletas, pois me esperam
Quero me libertar de todos os sapos que se enfeitam de príncipes,
Pois pesaram na minha vida como obsessores

– Sem intrigas, nem fugas!

Não quero mais cobranças
Quero ver mais cores, correr entre os jardins
Banhar-me mais vezes
Quero ver sapos no lago, borboletas pousando em mim
Tenho o aroma e o frescor da flor

– Tudo em mim é amor.

Faz tempo que engulo sapo!Não me defendo, me sinto refém de alguém
Sempre procuro respostas nunca encontro um grande desencontro.
Será ninguém me entende! Pois existo
Não quero viver neste mundo de conflitos tudo é confuso mal respiro
Descuido-me por um minuto... Quantos sapos entraram no meu estômago?
Tenho hérnia de hiato, será que foram os sapos
Que encheram o meu estômago?
Meu esôfago está gritando com tanta espuma espalhada por conflitos
O que quero mesmo (de uma vez por todas!)
é vomitar todos os sapos que fizeram parte de todos os anos da minha vida adulta
Ah! Quero mesmo é deixar todas as borboletas fazerem parte da minha essência feminina
que ama igual menina.


Contagem Regressiva 

Quero mudança urgente que seja na minha cabeça uma boa faxina 
Quero tudo novo e de novo
Que seja num ano novo que está a caminho.
Quero mergulhar num oceano de sonho
E sem fantasias, me olhar um pouco mais
antes que seja tarde demais.
Quero recomeçar tudo de novo e novo 
Vou jogar todas as magoas no fogo 
Mesmo não sendo um Nero 
Quero um mundo novo 
Quero, da minha janela, olhar fatos 
Que não me envergonhem e surpreendam. 
Quero deixar a brisa bater no meu rosto como o hálito de um anjo.
Quero observar, sem ter pressa,
todas as flores que ainda restam nos jardins
que se misturam com os pássaros.
Pois já faz tanto tempo que não vejo 
Borboletas, no ar, a voar.

Quero alegria dia dias mesmo naqueles tristonhos.
Quero guardar nem que seja no fundo do âmago esta paz que sempre foge de mim
Não quero ouvir mais barulho, nem Ficar no escuro.
Quero aprender a ficar somente comigo,
pois sei que esta é a melhor companhia noite e dia. 
– E quando chegar o juízo final, quem vai responder por mim?
– Será o meu guia, meu anjo!
Se tudo está em mim todos os meus critérios textos e pretextos os desejos 
E todas as críticas.
– Se o amor está no ar em todo o lugar, 
Como deixei fugir de mim e nem vi?
Se não conheci, pois só senti o gosto do amargo e do desamor.
Foi porque me permitir!
Ah! Se não vi foi porque não me enxerguei.
Se sou a mais pura das essências 
Pois fui nascida por dois corpos sedentos de desejos e cheios de amor 
Numa noite perfumada tudo exalava.
Porque não me querer não me aceitar 
Do jeito que sou a forma mais esplêndida que o criador me transformou
um ser humano de alma pura e branda, pois  que ainda não tem outra maneira de ser.
Que a melhor companhia ainda é a minha (nem que esteja só comigo).
Pois nas dores, nas alegrias e na euforia
Somos a nossa melhor companhia 
Para aguentar todos os dias, os anos, 
Uma vida inteira até no além.
É fato e não tem pra  ninguém  
Só a nossa companhia suporta nossas manias que são tantas 
Pois somos eternas crianças.

Queria 

Queria ser mais atrevida mais ousada 
Mais malcriada 
Queria me vestir mais nas fantasias 
Nem que fosse de fadas 
Queria me jogar de paraquedas 
Queria viajar bem mais fazer novas amizades que não fossem falsas 
Queria sair mais do trilho mesmo que o trem apitasse no meu ouvido 
Queria caminhar mais na areia 
E deixasse a malandragem mesmo que a minha pele criasse bolha e ficasse vermelha.
Queria tomar mais porre andar mais descalço nem que vomitasse a cama 
Queria me vestir mais vezes na noite de lua cheia nem que fosse de patroa 
Queria olhar mais vezes no espelho.
Mas que fosse nua sem medo e sem vergonha da minha feiura nas minhas fantasias 
Queria não ser medrosa nem melindrosa 
Queria tomar mais frente sem ser doente aos olhos de quem me reprova 
Queria! Como queria!
Falar mais verdades na cara de quem não me olha e na hora certa 
Queria ser mais livre mesmo usando absorvente me sinto amarrada 
Queria escalar montanhas mesmo não sendo aranha.
Queria falar tudo que sinto mais estou de  cinto.
Queria mais sorrisos queria ver mais brilho nos olhos queria ver mais crianças nas calçadas comendo pipoca 
Queria ver mais liberdade e sem libertinagem e nem matanças 
Queria ser mais ouvida queria mais conversas que não fossem falsas nem sem graça pode ser piada 
Queria não ser amordaçada 
Queria falar para o mundo das minhas artimanhas e das minhas vontades que 
São bem engraçadas  embora não seja palhaça. que são poucas de encher a boca 
Queria falar mais palavras bonitas 
Já que não posso ofender a mãe, pois não sou juiz de futebol essa eu falaria de boca cheia pra quem não presta 
Queria! Como queria!
Só que seria cobrada por essa sociedade moralista e de gente de falsa modéstia 
Pois nem sequer podemos botar pra fora o que não presta 
somos chutados porta fora, igual cachorros vira-latas 
 O que na a verdade somos proibidos 
Somos tachados de mal educados 
Queria fazer tudo ainda o que não fiz 
Mas com certeza ainda há tempo 
De fazer muitas estripulias, pois sou adulta, sou vacinada, registrada 
E sabem mesmo ninguém aqui neste mundinho cão me manda 

É tudo uma grande farsa (pra não falar uma M...)
Quem sabe mesmo uma desgraça 

Tem muita gente arruaçando...  Querendo o  osso.


O texto "Catátrofe" foi escrito pautado na leitura da realidade. 
19/12/2017. Catástrofe.  Marlene Xavier Nobre.
A cada ano que finda há previsões de que o mundo vai acabar com uma grande catástrofe. Na verdade o mundo já está sendo destruído há muito tempo. Há muita maldade, fome, miséria, guerras de poder, ostentação, inveja, discórdias, traições, mau caratismo. Ainda há tanto desamor e muita gente que olha para o próprio umbigo.
Descaso de um governo e governantes sem escrúpulos. Quanta desordem num país tão lindo e tão rico! No dia vinte e cinco de dezembro haverá tantas mesas fartas e milhares vazias (sem sequer um pão seco). Jesus já sabia quando dizia:
– Pai perdoa os pobres de espírito, os corações endurecidos e enraivecidos!
Há muita gente perdida, sofrida, sem rumo, sem noção, sem condição e sem um salário mínimo.
Se não ficarmos ligados, a coisa – que já desandou faz tempo – vai ficar preta. 
Muita gente digna  com formação e sem profissão por falta de oferta de trabalho.
Onde estão os papais noéis? Estejam onde estiverem, até o menino Jesus não tem mais dúvidas: 
– Estão todos com o saco cheio! 
O maior presépio é em Brasília e o povo brasileiro com o seu dinheiro tão contado que mal pode dividir um presente com os seus.
Pois como diz o ditado popular:
– Quem pode pode, quem não pode se sacode. 
Serão só os cachorros que se sacodem? As pulgas estão todas no Planalto... 
Não o serrano, mas lá no alto poder corrupto, na capital dos poderosos: uma explosão no universo.
E o povo não pode ser bobo da corte e ficar esperando uma catástrofe natural climática.
Acorda, meu povo, que está de mãos atadas e se comporta igual baratas. Esquece o tempo ruim. Chega de ventanias. 
Deus é pai e cuida do tempo. Só cada um de nós pode agir.  Como está não dá mais!  Acorda, Brasil!

Comemorar um dia importante como o natal é esplêndido. Mas ainda existem meninos Jesus precisando de um lar. Há Jesus perdidos nas avenidas, nos viadutos, nas vielas, nas favelas e nos morros... Sem um salário no mínimo digno.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Diário de Classe Oficinas de Criação Literária 2013.2 (Poesia). Edna Domenica Merola.



O diário de classe apresentado refere-se a um curso de 2 horas semanais e presenciais para alunos maiores de 50 anos.






Cronograma temático realizado nas Oficinas de Criação Literária do segundo semestre de 2013:
Data
Tema
22/8
Apresentação dos alunos. Rimas Cruzadas (abab).
29/8
O Poema: ritmo, métrica. Poeta Fernando Pessoa.
05/9
Linguagem Poética e as Sensações: Visão, Cores.
12/9
Linguagem Poética e as Sensações: Tato, Olfato.
19/9
Literatura e Imaginário (8 arquétipos descritos pelo historiador Lucian Boia).
26/9
Foco Dissertativo & Produção de Texto de Paráfrase.
03/10
Haicai. Poetas Antonio Augusto Assis e Guilherme de Almeida.
10/10
Simbolismo e o Elemento Água.
17/10
Simbolismo e o Elemento Fogo.
23/10
Apresentação na SEPEX.
31/10
Simbolismo e o Elemento Terra.
07/11
Cores, Sons e Poética.
14/11
Introdução ao estudo da obra de Cruz e Souza.
21/11
Simbolismo e o Elemento Ar. Sorteio de amigo (a) secreto (a).
28/11
Produção de texto sobre Natal.
05/12
Avaliação de 2013 e Esboço do Planejamento de 2014.
10/12
Confraternização e troca de textos ‘secretos’.


O planejamento do curso foi concebido para ser modificado durante o decorrer do semestre, pois nosso compromisso é com a criatividade e não com conteúdos, metas e objetivos inflexíveis. Desta feita, ao invés de um rol de conteúdos optamos por desenhar um planejamento dos fundamentos das oficinas.

Mind Mapping elaborado por Edna Domenica Merola


Com o desenrolar dos trabalhos das Oficinas de Criação Poética, o planejamento inicial pôde ser expresso no Mapa Mental que segue:

Mind Mapping elaborado por Edna Domenica Merola
O curso teve uma carga horária complementar que alunos e professora efetuaram por via digital. A correção feita pela professora foi incorporada aos textos originais dos alunos. A professora realizou o preparo prático das oficinas e também suas sínteses teóricas. Os demais participantes realizaram trabalhos semanalmente, a saber: aprimoramento do que foi produzido em aula ou outra tarefa sugerida pelo grupo, ao final da aula. Cada um enviou a postagem para a responsável pela edição no momento em que achou oportuno. A entrega das tarefas variou de 1 a 10 dias após a aula. Desta forma e periodicidade, as funções de editoração foram acumuladas às atividades de natureza estritamente docente tais como pesquisar os temas, organizá-los, adequá-los à faixa etária do grupo e ministrá-los, usando recursos disponíveis. Além do presente registro a professora redigiu textos  com fins didáticos: Ensinar a escrever poemas É uma Tarefa Possível? Disponível em: http://aquecendoaescrita.blogspot.com/2012/07/ensinar-escrever-poemas-e-uma-tarefa.html . 

ADENDO

7/11/2013. Cores, Sons e poesia. 
Exercício de Imaginação Dirigida. (MEROLA, 2013).
Objetivo: aquecer a escrita tendo por foco centros de energia, cores e sons.
Inspirar e expirar longamente três vezes. Relaxar a região da base da coluna e imaginar a cor vermelha. Entoar a vogal “âh” com o propósito de despertar a criatividade.
Relaxar a região três dedos abaixo do umbigo e imagine a cor laranja. Entoe a vogal “u”. Manter o propósito de despertar a criatividade no trabalho aqui-e-agora.
Relaxar a região do estômago e imaginar a cor amarela dourada. Imaginar o som “s” que ressoa entre os órgãos centrais do corpo, causando o bem-estar necessário para que a criatividade assuma o comando.
Relaxar a região dos pulmões. Imaginar a cor verde e o som “a”, enquanto enche os pulmões com ar e com o propósito de recordar tudo com sabedoria.
Relaxar a região do coração. Imaginar a cor rosa e a vogal “o” bem no centro do coração. Com o propósito de ter inspirações sábias e criativas.
Relaxar a região da garganta. Imaginar a vogal “E” e a cor azul celeste. Fazer o propósito de ouvir tudo com sabedoria.
Relaxar a região entre os olhos e sobrancelhas. Imaginar a cor índigo e o som das vogais “ei” com o propósito de ver tudo com sabedoria.
Relaxar a região do alto da cabeça (coroa). Imaginar a cor violeta como uma chama de fogo sagrado, e o som da vogal “i”, prolongado com o propósito de tornar a sua criação sublime e espiritual.
Tarefa: escrever sobre a vivência.


Referências

BOIA, Lucian. Pour une histoire de l´imaginaire. Verité des Mytes. 1998. Paris: Les Belles Lettres. Cap. I: Structures e Méthodes (P. 11-56).

MEROLA, Edna Domenica. Desbloqueio da Expressão e Técnicas de Redação. Revista da FEBRAP. Anais do IV Congresso Brasileiro de Psicodrama. Ano 7, número 4, volume 4. PP 20-31. Campinas: DCI Indústria Gráfica. 1984.
_____________ Aquecendo a Produção na Sala de Aula. São Paulo: Nativa. 2001. PP 200-201.
_____________ De que são feitas as Histórias? Florianópolis: Postmix. 2014. P 63-68.
______________Ensinar a escrever poemas é uma tarefa possível? Disponível em http://aquecendoaescrita.blogspot.com/2012/07/ensinar-escrever-poemas-e-uma-tarefa.html

MORENO, Jacob Levy. Psicodrama. Trad. Bras. 2ª.Ed. São Paulo: Cultrix. 1975.